Ana Paula e Mônica

Duas mulheres na faixa dos 40 que levam a vida ( quase sempre ) no maior bom humor, acreditando que rir ainda é o melhor remédio desde que o Prozac esteja na bolsa, claro.

totalmenteanormais@yahoo.com.br

Funciona assim:

na segunda - Mônica

na quarta - Ana Paula

na sexta - Convidada(o) especial


Passado a limpo:

01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005





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Anormalidades Pessoais:

Mônica

Ana Paula

Concepção Visual:
Ana Paula



 

  Dois clitóris se encontram:
  - Me disseram que você sofre de frigidez...
  O outro rapidamente responde:
  - São as más línguas...

 Enviado pela minha querida Ana Maria do blog MANIA DE INTIMIDADE , que sempre me alegra com seus e-mails divertidos.

Comunicado!

(A)NORMAIS DESSE BRASIL FEMINIL, Estamos concorrendo ao selo dourado do BLOGSTARS! Nem precisa falar que é pra votar, né?



Publicado por: Ana Paula 00h39
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Grandes e pequenas mulheres
Martha Medeiros

 

Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.


Publicado por: Monica 23h39
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A nossa convidada especial dessa sexta, é a JACK do blog JACK não tá fazendo nada...
Uma DINOSSAURA que nos brinda com seus causos e memórias, enquanto funcionária de uma ilustre intituição financeira.
Tem uma escrita leve e engraçada que nos faz voltar no tempo. Eita, que tempo bom! Quantas e quantas vezes, me peguei relembrando da minha infância, graças a ela. Das calças boca-de-sino, das saias balonê...que a maioria de vocês nunca ouviu falar. De um tempo, em que se brincava de roda nas ruas do Brasil, sem o risco da bala perdida.
É isso pessoal, poderia escrever horas à fio sobre os momentos bons que passei lendo a JACK.
E pra quem ainda não a conhece e por isso, não se tornou um(a) fã, como eu, aqui vai uma amostrinha.

Mamuska, Papuska e Mikavoiska

Existem também (a)normais no reino animal. Alguém duvida? Minha filhota de outra espécie (como a costumo chamar), é completamente assim. Vou preservar sua identidade. Vou chamá-la de Mikavoiska. Vai que o sindicado dos felinos descobre que a estou expondo dessa maneira... Ganho um processo nas costas! Gatos são muito rotineiros e metódicos. Mikavoiska não é diferente. Até que dou um certo desconto. Coitadinha, gatinha carente, abandonada na rua. Sabem como é. Adotei-a após minha outra filha-felina ter ficado na mesa do vet, tirando tártaro... Mas isso não vem ao caso agora. Voltando... Li outro dia algo sobre Deus. Deixa tentar reproduzir aqui: O cachorro diz: "Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama - Você deve ser Deus!” O gato, por sua vez diz: "Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama - Eu devo ser Deus!!!!!” Isso denota o quão “centro do universo” os felinos se acham. Mikavoiska tinha sua rotinazinha diária. Eu saia de casa pra trabalhar por volta das 10,30 hs. Ela ficava dormindo a tarde toda. Acordava quando eu chegava. Vida boa, né? Como dizem meus filhos: VIDÃO! Quando me aposentei, ela começou a estranhar minha maior presença dentro de “seu” espaço. Pois eles se acham donos da “sua” casa, pode ter certeza! Olhava pra mim, miava e devia “pensar”: - “O que essa maluca agora faz tanto tempo aqui dentro do “meu” cafofo? Será que ela não sabe que tem que me sustentar? Gosto tanto daquela ração importada... Ai, ai, ai... Que será que me espera? Sem-emprego, sem-teto, sem-ração, sem-abrigo, sem-banho, sem-corte-de-unha, sem-água-da-torneira? Caraca! E se só me sobrar o afago? O que fazer? Fujo de casa... Levo minha cuia, meu comedouro, minha almofada, meu afiador de unhas, minha torneira, minha dignidade. Aqui não fico mais...” Sim amigos, ela não bebe água normalmente. Somente direto da torneira. Ela mia e a gente tem que abrir a torneira pra ela beber... Eu não mereço??? Fora que quando ela quer comer, tenho que ficar olhando. Totalmente explicável sua identificação com esta que vos escreve, correto? Ela me adotou como mamuska, fazer o quê? Agora imaginem o seguinte: papuska também aposentou. E agora? Dois no meu espaço exclusivo? No início quase pirou de vez. Fazia até cara de brava pra ele. Como quem dizia: “Até tu, Papuska???” Mas agora quase já acostumou também. Afinal já faz um tempinho que ela vê papuska participando ativamente de nossa rotina caseira diária. Ou seria, da rotina dela???


MIKAVOISKA

Beijos, Leda e obrigada por dividir essa delícia com a gente! 



Publicado por: Ana Paula 04h43
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E num certo Cruzeiro pelas Bahamas...
Como vão as férias, Mônica?   
  

Querido diário. Primeiro dia.

Estou toda arrumada e pronta para embarcar num cruzeiro pelas Bahamas. Arrumei meus belos vestidos e toda a minha maquiagem. Estou realmente entusiasmada.

 Querido diário. Segundo dia.

Passamos o dia inteiro no mar. Tudo muito bonito, vimos algumas baleias e golfinhos. Parecem ser as férias maravilhosas que eu esperava. Conheci hoje o Capitão do navio e ele aparenta ser um homem muito agradável.

 Querido diário. Terceiro dia.

Passei algum tempo na piscina hoje. Também fiz algum shuffle boarding e bati algumas bolas de golfe fora da coberta. O Capitão me convidou para juntar-me à mesa dele para o jantar. Eu me senti honrada e todos curtimos um jantar maravilhoso. Ele é um cavalheiro muito atraente e atento.

 Querido diário. Quarto dia.

Estive no cassino do navio. Tive sorte e ganhei US$80. O Capitão me convidou para jantar com ele, em seu luxuoso aposento. Curtimos uma refeição maravilhosa e completa, com caviar e champanhe. Ele me pediu para ficar a noite, mas eu recusei. Eu disse que não havia nenhuma possibilidade de ser infiel ao meu marido.

 Querido diário. Quinto dia.

Voltei à piscina hoje para melhorar o meu bronzeado. Decidi ir ao Piano Bar e passei o resto do dia lá. O Capitão me viu e tomamos uns drinques. Ele é realmente um cavalheiro encantador e me pediu novamente para visitá-lo em seu aposento, à noite. Ele me disse que se eu não concordasse ele afundaria o navio. Eu me senti intimidada.

 Querido diário. Sexto dia.

Salvei as vidas de 1600 pessoas hoje... duas vezes. Pena que eu não tenha salvo as vidas dessas pessoas logo no primeiro dia...



Publicado por: Ana Paula 03h16
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Boa semana, (a)normais!



Publicado por: Monica 15h04
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Estranhando a ausência da convidada especial????

Pois é...Esqueci de convidar...

Sim, eu estou desmiolada, desmemoriada, tantan, lelé, pirada.....

Fiquem aí com a tirinha da Maitena que já tá de bom tamanho....

Retornaremos com a programação normal tão logo o psiquiatra me dê alta!

 Bom finde!



Publicado por: Monica 13h26
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Para que Ninguém a Quisesse...

 Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

 Marina Colasanti




Publicado por: Ana Paula 19h48
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Eu tenho dedo podre

Quando soube que, aos 16 anos, eu estava namorando o filho mais velho do Paulo César Pereio, minha avó – cuja filha já havia namorado o próprio Pereio – foi categórica: “Essa menina tem dedo podre”. Assim começava, há dez anos, minha longa carreira de mulher exército da salvação.
Fui me aprimorando. Não caio em qualquer roubada, só nas piores. Num raio de cem quilômetros, escolho justamente o homem mais enrolado e confuso, no momento de vida mais desestruturado. Um tipo que realmente dá trabalho, toma remédio e se afunda na cama. E que, a mim, encanta.
Principalmente, se o sujeito em questão tiver universo próprio, eu chapo. Se for inteligente e sensível, fora do padrão, ou seja, extraordinário, eu gamo. E se, ainda por cima, for um gênio maldito com sotaque, eu fico louca – com destaque total para pernambucanos e gaúchos, espécie de conterrâneos no território da loucura.
Mas... Depois de sucessivas e incessantes escolhas enviesadas, fui obrigada pelo meu sistema de defesa a analisar o fenômeno “é roubada? Tô dentro”. E cheguei a conclusões funestas.
É onipotência. É narcisismo. É vício no tumulto.
Uma roubada é uma roubada, a miragem de um oásis possível, não o oásis em si. E costuma nos deixar feridas, sem, necessariamente, as dádivas do processo amoroso.
Na roubada, os vetores se invertem. Confusão torna-se sinônimo de intensidade, e desgaste, de investimento – não um consumir-se pelo atrito pouco a pouco. Nesse terreno inóspito, um relacionamento torna-se excêntrico sem antes ter um centro.
Surge um flashback da infância, quando eu imaginava que pra brincar na casinha da quadra de areia, durante o recreio, fosse necessário limpar a areia da casa – obra que consumia o recreio inteiro.
Talvez eu tenha permanecido a reformadora dos tempos do jardim-de-infância, uma espécie de Pereira Passos do amor, miss mãos à obra, que agora deseja fugir da própria compulsão para escolhas erradas, cujo sonho maduro de consumo afetivo é um homem com o caminhãozinho Fenemê, de eixo desalinhado, pneus lisos pelo uso, daquele tipo que sempre precisa de um mecânico por perto, mas que tem o tamanho quase acertado pro meu montinho de areia.


*Antonia Pellegrino escreveu com Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella a novela A Lua Me Disse. Está nas antologias Dentro de um Livro, Paralelos, 17 Contos da Nova Literatura Brasileira e Prosas Cariocas. Edita o blog www.invejadegato.blogger.com.br

** Fonte: site TPM



Publicado por: Monica 09h47
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A convidada de hoje é a Cecilia do blog Queimando navios . Leiam aqui e depois passem lá e conheçam o poder de escrita que essa moça tem.

Eu, particularmente, sou fã !!!!

 

De Salto alto

 

O coração dispara e você abre um sorriso automático. Depois raciocina e pensa que é melhor conferir se aquele e-mail foi realmente endereçado a você, aí sim você abre um sorriso consciente. E é então que começam as borboletas na barriga, o suor frio nas mãos, a insegurança, o medo de não ser capaz... Depois você precisa olhar para si mesma e dizer com todas as letras: - você é uma mulher e não um rato, por isso responda o e-mail e diga que aceita. É mais ou menos essa a sensação de uma blogueira ao receber um convite pra escrever no “As (a)normais” - o ápice da sua carreira “bloguística”. Eu, obviamente, tô me sentindo...  Por falar nisso alguém tem uma agulha aí pra me secar?

 

Rasgações de seda à parte, vamos falar sobre o que por aqui mais se comenta – ser mulher.

 

Temos algumas desvantagens sim: não fazemos xixi em pé, menstruamos todos os meses (o que implica em cólicas e TPM), temos que nos expor a certas torturas como depilação e escova (sem contar o saco de arranjar tempo semanal para fazer as unhas), temos uma necessidade vital de discutir a relação, não conseguimos desatarraxar vidro de azeitonas ou matar uma barata (funções, que na minha opinião, são as únicas para as quais os homens são imprescindíveis, ressaltando que, para fazer sexo eles são necessários, mas ainda contamos com nossos próprios recursos), precisamos de mais do que seis cervejas para resolver nossas crises existenciais , somos sensíveis demais e por isso quase sempre nos estressamos com certas atitudes masculinas que, por mais que expliquemos, eles não têm a capacidade de compreender; e por aí vai... Porque esta lista é enorme...

 

Em compensação temos algumas vantagens que superam todas as outras desvantagens:

 

1) Não brochamos, ou melhor, ninguém vê que brochamos e podemos perfeitamente inventar uma dor de cabeça sem que ninguém nos chame de ruim de cama por isso;

 

2) Temos orgasmos múltiplos e podemos fazer sexo quantas vezes quisermos por dia;

 

3) Podemos ficar excitadas sem ninguém perceber, essa pra mim é uma das “mais mais do disque e toque” *;

 

4) não pagamos a conta, no máximo rachamos e nesse segundo caso é sempre bom repensar a relação;

 

5) E como diria a sabedoria virtual popular, leia-se “e-mail sem futuro”: FAZEMOS TUDO QUE UM HOMEM FAZ,  SÓ QUE COM UM DETALHE: DE SALTO ALTO...

 

 

* jargão cearense- disque e toque é um programa de uma rádio popular, as mais mais são as melhores




Publicado por: Monica 00h07
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Curtíssimas...

Um cientista americano descobriu em seus estudos que as pessoas que lêem seus e-mails com a mão pousada sobre o mouse tem atividade sexual insatisfatória.
Ah... Não vale tirar a mão agora.

AGORA...É TARDE!!!!

***

O POVO BRASILEIRO DEVE ESTAR ATENTO QUANTO ÀS INFORMAÇÕES QUE SÃO VEICULADAS NA
IMPRENSA E ANALISAR, PONDERADAMENTE, ANTES DE QUALQUER ATO IMPENSADO.

COM RELAÇÃO À FESTA QUE OCORREU NUM HOTEL EM BRASÍLIA QUE FOI PUBLICADO, COM A
PRESENÇA DE VÁRIOS DEPUTADOS E PROSTITUTAS, AGORA DESCOBRIU-SE QUE NADA MAIS ERA
DO QUE UMA SIMPLES COMEMORAÇÃO DO "DIA DAS MÃES".

- BANDO DE FILHOS DA PUTA!!!!!!!!!!!!!!!!!



Publicado por: Ana Paula 23h51
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